Brilho às custas de sangue: Diamante de Sangue surpreende!

Janeiro 6, 2007

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O cenário é Serra Leoa da década de 1990…por incrível que pareça até Leonardo de Cáprio se destaca numa ótima atuação. Sem contar a performance de Djimon Hounsou, como o pescador Solomon Vandy. Apesar de ser uma narrativa holliwoodiana, o filme traz o lado humano da África à tona novamente, como poucas vezes se viu na história do cinema Hollywoodiano. Tal tendência, vem se repetindo nos últimos anos, o que já era tempo para ser feito.

Diamante de Sangue aborda o caminho percorrido pelos diamantes até chegar ao consumidor europeu: trata do sangue derramado durante sua extração, do recrutamento de crianças soldado, venda de armas para governo e milícias por parte dos mesmos fornecedores, controle dos estoques de diamantes para manutenção dos preços altos.  Resumidamente o filme trata da necessidade de se controlar o comércio de diamantes brutos que financiam os conflitos armados nas regiões de extração e comercialização.

 Em 2002, a Assembléia Geral das Nações Unidas aprovou a Resolução 56/263 de 13 de março daquele ano, comunicando a criação do sistema de certificação desenvolvido no âmbito do Processo de Kimberley (nome da cidade Suíça onde foi assinado o processo).  O objetivo básico deste sistema é evitar que os diamantes de guerra continuem a financiar conflitos armados e desacreditando o mercado legítimo de diamantes em bruto.

Na exportação, o Processo de Kimberley (PK) visa impedir a remessa de diamantes brutos extraídos de áreas de conflito ou de qualquer área não legalizada perante o Estado-membro. Já na importação, o PK visa impedir a entrada de remessas de diamantes brutos sem o regular Certificado do Processo de Kimberley (CPK) do país de origem.

O Sistema de Certificação do Processo de Kimberley (SCPK) é essencialmente um mecanismo internacional de certificação de origem de diamantes brutos, classificados nas subposições 7102.10, 7102.21 e 7102.31 do Sistema Harmonizado (SH) de Codificação e Designação de Mercadorias, destinados à exportação e à importação, visando impedir o financiamento de conflitos pelo seu comércio. Para saber mais consulte: Processo Kimberley

Imperdível esse filme! Bom para que curte cinema, bom para quem está antenado com as questões internacionais e para quem quer aliar uma coisa a outra uma perfeita reflexão.

Entry Filed under: Comércio Internacional, Paz e Segurança. .

6 Comments Add your own

  • 1. Leo Chermont  |  Janeiro 7, 2007 at 11:51 am

    Realmente o filme é uma pancada no nosso estômago.
    Enquanto tudo fica tranqüilo no ocidente, a África morre.
    Um bj.

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  • 2. Fernanda Gomes  |  Janeiro 8, 2007 at 1:39 pm

    Não vi o filme, mas me parece com o “Senhor das Armas”, que fala também de como a África é o continente que não se quer saber notícias, mas que é “necessário” para certos comércios.

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  • 3. Donizete  |  Abril 10, 2008 at 9:10 pm

    Realmente o filme é muito bom e que nos leva a reflexão desta busca desvairada atrás do diheiro.

    Temos que batalhar atras do didim mas ao mesmo tempo saber curtir a vida, e isto não é para todos. A espectativa de vida é curta vamos aproveitar…. ate mais.

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  • 4. Orlando  |  Junho 18, 2008 at 10:59 pm

    Somehow i missed the point. Probably lost in translation :) Anyway … nice blog to visit.

    cheers, Orlando.

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  • 5. ana  |  Outubro 15, 2008 at 6:16 pm

    realmente o filme é chocante, horrivel quase que nem tive coragem de o ver.
    nunca penssei ser tão violento.
    o pior é penssar que no filme é ficção e cá fora é a realidade, infelizamente.
    deviamos agir de maneira a ajudar a por um fim na guerra.

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  • 6. mauricio  |  Novembro 10, 2008 at 10:36 am

    o filme consegue contextualizar a realidade da africa para as pessoas que não sabem o que está acontencendo lá.. Infelizmente, existe um pouco da ‘ mão hollywodiana’ no filme, pois algumas cenas, fatos são muito ‘lindos’ demais, quando de fato a realidade crua é muito mais pesada.

    Mas muito bom o filme sem duvida. Um dos poucos na última décade de 00 que demonstra bem a Africa.

    Responder

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